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Pitty

Música/Rock
Marcelo Schaffauser
Foto: Divulgação

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Pitty

Depois de turnê com projeto “Agridoce”, cantora volta a São José do Rio Preto, agora com sua banda, para apresentação no “Planeta Rock 2015”

Quase dez anos depois de sua última apresentação em São José do Rio Preto, a cantora Pitty volta para a cidade, onde se apresenta no “Planeta Rock”, em show que acontece nesta quarta-feira, dia 5, no “Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto”.

Consolidada no cenário do rock nacional, 12 anos depois de seu primeiro disco, “Admirável Chip Novo”, a baiana traz, para a quarta edição do festival rio-pretense, o show de seu mais recente álbum, “SETEVIDAS”, lançado em junho de 2014.Em entrevista especial para Ala Vip Magazine, a vocalista fala sobre o show, seu trabalho, o novo integrante da banda, o preconceito em relação às vocalistas femininas e muito mais.

Esse ano completam 12 anos, desde o lançamento do disco “Admirável Chip Novo” e do primeiro single “Máscara”, ao mesmo tempo em que no último mês de junho fez um ano do lançamento de seu último álbum, “SETEVIDAS”. Gostaria que dissesse o que mudou neste período e o quanto você sente que evoluiu musicalmente de 2003 pra cá? E também qual de seus álbuns você acha melhor e por quê?
Pitty
- Ah, eu acho o último, ‘SETEVIDAS’, disparado o melhor. Justamente por causa do aprendizado do primeiro disco pra cá, fui tentando aprimorar letras, sonoridade, estética. E acho que o tempo foi ótimo nesse sentido, me sinto satisfeita com resultado que consigo atingir nos discos agora.

Lembro-me de uma entrevista sua bem no começo, em que dizia que estava chegando ao cenário do rock nacional, mas com muito respeito pelas bandas que já existiam. Você acredita que hoje, conseguiu esse mesmo respeito que tinha por essas bandas?
Pitty
- Espero que sim, mas isso só eles podem dizer. Acho importante que a cena se renove e que se dê espaço para o novo e, paralelo a isso, entender e reverenciar a obra de quem construiu esse caminho até aqui. Olhar para o futuro, celebrando o passado.

Sei que já passou algum tempo, mas gostaria que comentasse sobre ter sido indicada e também vencido, por três vezes, como vocalista da “Banda dos Sonhos”, nos prêmios do VMB. E também, alguma vez, você, Japinha (CPM 22), Scandurra (IRÁ!) e Champignon (Charlie Brown Jr), na época, pensaram em gravar algum álbum, ou um especial juntos?
Pitty
- Nunca pensamos porque cada um estava super envolvido com suas próprias bandas e projetos, mas foi uma honra dividir o palco com esses caras. Especialmente naquela situação de escolha por voto popular e a gente tendo que se virar no tempo de um intervalo pra decidir que música tocaríamos e como!

Sobre a mudança do baixista da banda. Mudou muito o estilo do Joe, para o Guilherme? Qual a maior diferença?
Pitty
- Guilherme contribui muito musicalmente, ele saca de música, arranjo, timbres, acrescentou bastante no backing vocal. Tem bastante repertório e mais versatilidade. Pega as coisas muito rápido e é criativo, não dá trabalho nenhum. E é um amor em termos de convivência, alma jovem e empreendedora.

Atualmente, o que tem te influenciado musicalmente?
Pitty
- Cumbia, rs. E o disco novo do Alabama Shakes, que está sensacional.

Voltando ao “SETEVIDAS” e sobre show no Planeta Rock, aqui em Rio Preto. Pra quem ainda não conhece o álbum, o que a galera pode esperar para essa sua volta a cidade? Teremos novidades no show? Poderia adiantar um pouco do repertório?
Pitty
- O repertório que a gente vem fazendo nessa turnê é bem completo: mostra bastante do disco novo, mas tem também as antigas, conhecidas dos anteriores. Mas as pessoas que acompanham nosso ‘trampo’ já sabem o ‘SETEVIDAS’ de cor, não tem sido um problema tocar as músicas novas. Pelo contrário, esse balanço entre o novo e os antigos é importante pra que a banda, no palco, reflita sua fase atual. Mesmo as músicas dos outros discos ganharam novos arranjos, então, está bem coeso.

O Planeta Rock chega a sua quarta edição com um formato de revelar bandas e dar espaço para novos talentos. Qual a importância desse tipo de festival e como você enxerga o cenário atual do rock no Brasil?
Pitty
- Acho essencial essa iniciativa de dar espaço às bandas novas, isso é muito importante pra cena se renovar. E é um prazer tocar em festival, adoro essa coisa de público heterogêneo.

No ano passado, a banda vencedora do festival, “Canto Cego”, também tinha como vocal, uma mulher. No início você dizia que se conseguisse “salvar” uma pessoa com seu som, que tudo já valeria a pena. Acha que essa pode ter sido uma?
Pitty
- Rs, não sei, tem que perguntar pra ela... 

Acredita que o preconceito com vocalistas femininas tenha caído de vez? Você acha que por sua trajetória, é uma influência para que surjam novas gerações de vocais femininas em bandas de rock? Das atuais bandas, com vocalistas mulheres, tem alguma que admira mais?
Pitty
- Enquanto reflexo de sociedade, ele ainda existe, mas é uma barreira possível de ser quebrada. Estamos desconstruindo esses estereótipos, e quanto mais mulheres no palco dando voz a sua própria fala, melhor. Gosto muito da Emmily Barreto, do Far From Alaska; e gosto também das minas do rap, Flora Matos, Karol Conká e Lurdez da Luz.

Nossa revista, também é uma revista de moda e tendências. Qual é a moda da “Pitty”?
Pitty
- Acho que uma que não segue tendências, que é livre. Baseada na criatividade e no bem-estar.

Para finalizar. Sobre seu aguardado retorno para Rio Preto. Deixe um recado para a galera que vai ao show, neste dia 5 agosto.
Pitty
- Muito feliz de voltar aí com a turnê nova, beijo grande e espero todos vocês lá no show. :)



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