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DIU

SAÚDE / GINECOLOGIA
FOTO: MILTON FLÁVIO
DIU

De cobre ou hormonal?SEM LEGENDA

Muitas mulheres ficam em dúvida na hora de escolher o método contraceptivo devido à diversidade de opções disponíveis atualmente. Além da tradicional pílula anticoncepcional, há o anel vaginal, a camisinha feminina, o adesivo anticoncepcional, o “DIU” e o “SIU”.

Para quem quer optar por métodos de longa duração, o “DIU” e o “SIU” são as opções mais indicadas. Ambos ficam dentro do útero, têm formato “T” e impedem que os espermatozoides cheguem ao óvulo, prevenindo a fecundação. Os dispositivos devem ser inseridos por médicos. “Somente um ginecologista, por meios de exames clínicos e preventivos, pode avaliar a necessidade de cada paciente”, orienta a ginecologista e obstetra, Dra. Juliana Caceres Pessini, da “Clínica Mulher”.

Apesar de muito parecidos, há importantes diferenças entre o “DIU” e o “SIU”. O “DIU” é feito de cobre, material que possui função espermicida (os espermatozoides morrem assim que entram em contato com ele) e não contém hormônio. A paciente ovula e apresenta o ciclo menstrual normalmente, em alguns casos um pouco mais volumoso. “Não é um método indicado para quem possuiu desconfortos relacionados à menstruação, como tensão pré-menstrual, cólicas, fluxo alto ou que dure mais de cinco dias”, diz a Dra. Juliana.

O “SIU” ou “DIU Hormonal” é feito de plástico e libera, diariamente, uma pequena quantidade de “levonorgestrel”, hormônio responsável por impedir a gravidez. “O ‘SIU’, também conhecido como ‘Mirena’, inibe o crescimento do endométrio, camada interna do útero que se expande após a ovulação. Em, aproximadamente, 50% dos ciclos, ele impossibilita que a mulher ovule, resultando em menstruações curtas e menos intensas”, explica a ginecologista e obstetra, Dra. Roberta Herrera, que também atende na “Clínica Mulher”. “O muco do colo do útero também é alterado, tornando-se mais espesso e dificultando a passagem do espermatozoide. ”

As ginecologistas alertam, ainda, que a colocação do “Mirena” e do “DIU” deve ser feita apenas por profissionais capacitados e em consultórios ou hospitais. É um processo que causa um pequeno incômodo e a paciente pode optar, ou não, por anestesia. Quarenta dias após a colocação, a paciente precisa passar por um exame de ultrassom, que vai averiguar as condições e o posicionamento do dispositivo; após esse prazo o acompanhamento passa a ser semestral.

De acordo com a ginecologista e obstetra, Dra. Priscila Yamamoto, o “Mirena” é recomendado para a maioria das mulheres, inclusive para aquelas que não têm filhos e buscam planejamento familiar. “Ele é indicado para praticamente todas as mulheres, inclusive as que apresentam o fluxo menstrual intenso, que sofrem com a endometriose, portadoras de miomas, que tiveram trombose ou para mulheres que já entraram na menopausa, pois ele protege o endométrio da reposição de estrógeno, além de ser uma opção para quem esquece com frequência de tomar a pílula, ou tem intolerância a outros tratamentos. ”

Diferentemente de outros anticoncepcionais, o “Mirena” não provoca o ganho de peso, e possui efeitos colaterais mínimos, como pequenos sangramentos, dor de cabeça, dor abdominal e sensibilidade nas mamas. “Por ficar alojado dentro do útero, os hormônios praticamente não caem na corrente sanguínea, diminuindo a ocorrência de efeitos adversos” explica o ginecologista e obstetra, Dr. José Ricardo Volpato Bertazzo.

 



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