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DRA. THALITA LIMA FERREIRA

ARTIGO
DRA. THALITA LIMA FERREIRA
FOTO: MILTON FLÁVIO

ACNE NA MULHER ADULTA


Causas, características e tratamentos

SEM LEGENDA
A acne, além de atingir um grande percentual dos adolescentes, tem acometido, cada vez mais, as mulheres na idade adulta. A doença pode surgir nessa fase da vida, mais comumente entre os 25 e 35 anos de idade, ou ser resultado da persistência da acne juvenil.
Um estudo epidemiológico publicado pelos “Anais Brasileiros de Dermatologia” demonstrou que quase metade das mulheres adultas (41%) apresentam acne,dentre elas, as com pele clara, de etnia caucasiana, que representam quase 70% dos casos. A causa mais comum está vinculada a uma resposta alterada dos receptores androgênicos cutâneos às mudanças hormonais do ciclo menstrual, fisiológicas, relacionadas com a ocorrência de lesões inflamatórias.
Mulheres com síndrome do ovário policístico tendem, em sua maioria, a apresentar acne. O que não significa que exista uma doença endócrina associada.
Outro fator agravante é o stress, que, quando muito intenso, aumenta a produção de cortisol e estimula os hormônios androgênios (masculinos), que, por sua vez, acionam ainda mais a glândula sebácea. Como a mulher tem pouco hormônio masculino, qualquer alteração pode estimular a glândula e provocar acne.
Ahereditariedade e o tabagismo também são fatores relacionados ao surgimento da acne, e, principalmente, de seu agravamento.

Características
A acne é uma manifestação que vai desde o aparecimento de pequenos pontos esbranquiçados ou enegrecidos, até uma inflamação profunda e difusa da pele, especialmente na face, nos ombros, no peito e nas costas. Nesses locais, existem pequenas glândulas que produzem uma gordura chamada sebo. A acne aparece quando ocorre o entupimento dessa unidade pilossebácea.
Cravos fechados (brancos) são mais frequentes do que os abertos (pretos).
Clinicamente, as lesões costumam ser mais profundas, formando nódulos avermelhados e doloridos, mas também podem ocorrer pústulas (lesões com pus).
O quadro gera grande desconforto para a paciente, não somente pela aparência das lesões, mas também pelo caráter crônico e pela ocorrência de cicatrizes (quando não corretamente tratadas).
Produtos cosméticos, como maquiagem, hidratantes e filtros solares podem piorar o caso se não forem usados de acordo com o tipo de pele.

Tratamentos dermatológicos
No tratamento são mais utilizados antibióticos e retinoides. Casos graves podem ser tratados com a isotretinoína, que pode eliminar a doença, definitivamente, em alguns meses nas pacientes que não tenham distúrbios hormonais.
Medicações de uso local, peelings superficiais e lasers também são indicados no combate à acne.
A escolha do tratamento ideal variará caso a caso, sendo fundamental que a paciente passe por uma consulta dermatológica e não opte pela automedicação, que poderá agravar ainda mais o aspecto acneico.

Dra. Thalita Lima Ferreira - CRM/SP 117290 - RQE 41827
Membro Titular da “Sociedade Brasileira de Dermatologia” (SBD)
Graduada pela “Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto” (Famerp)
Residência em Clínica Médica, pela “Universidade de São Paulo” (FMUSP)
Residência em Dermatologia, pela “Universidade Federal de São Paulo” (UNIFESP)



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