Edição 146

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VITILIGO E PSORÍASE

ARTIGO
DR. CARLOS ROBERTO ANTONIO E DR. JOÃO ROBERTO ANTONIO
FOTO: MILTON FLÁVIO

VITILIGO E PSORÍASE


A terapia com máquinas potentes de luz é um dos principais tratamentos para vitiligo, psoríase, dermatite atópica, alguns tipos de linfoma e manchas de acne (espinhas) 

SEM LEGENDA
A fototerapia, que se refere ao tratamento de doenças por meio da luz, é um método não invasivo e, significativamente, eficaz, que tem como objetivo realizar diversos tratamentos, sobretudo na área da dermatologia. A luz utilizada no passado era sempre a do sol. No entanto, com o tempo e diante de diversas pesquisas, notou-se que a luz solar e a exposição inadequada promoviam câncer de pele.
A partir dos anos 1970, deu-se início à produção de lâmpadas com menor capacidade de desenvolver câncer. Foi assim que surgiu o tratamento “PUVA”, que é a associação de ultravioleta A (UVA) mais a ingestão do psoraleno (P), que aumenta a absorção e a potência pela luz.
Paralelamente, nessa época, notou-se que tal procedimento passou a ser o melhor tratamento para a psoríase e o vitiligo. A psoríase é uma doença crônica cutânea, de origem ainda não descoberta, que se caracteriza pela erupção de placas eritematosas, cobertas de escamas esbranquiçadas ou nacaradas. Já o vitiligo é uma doença que se caracteriza pela diminuição, ou pela falta de melanina, o pigmento que proporciona a cor à pele, resultando em manchas brancas nos locais afetados.
Diante da necessidade de oferecer resultados positivos e tratamentos cada vez mais eficazes, inúmeras pesquisas sempre continuaram em andamento. Então, outras possibilidades de tratamento foram descobertas, como o tratamento para formas graves de dermatite atópica e alguns tipos de linfomas.
A partir do final do século passado e início deste, em face de diversos avanços científicos, foi possível separar os comprimentos de onda da luz e, dessa maneira, desenvolver máquinas cada vez mais potentes, com lâmpadas apropriadas e com a possibilidade de menor tempo de exposição do paciente.
Foi assim que surgiu o UVB (ultravioleta B) de onda estreita, que permitiu tratar, de maneira mais potente e segura, diversas doenças.
Atualmente, pacientes com psoríase grave, atingindo todo o corpo, podem ter sua pele completamente “limpa”, com a associação de medicamentos biológicos e por meio da terapia com ultravioleta A (UVA).
Em casos bem avaliados de vitiligo pode ocorrer uma nova pigmentação da maioria das manchas brancas após consulta dermatológica e utilização do UVB. Já em se tratando de casos graves de dermatite atópica, com intenso ressecamento e prurido (coceira), podem ter sua pele recuperada com a terapia PUVA.
Alguns tipos de linfoma (tipo de câncer) também têm o PUVA como a melhor opção.
Manchas vermelhas após acne (espinhas) graves também podem ser tratadas e clareadas, em poucos dias, com a terapia utilizando luz, laser ou LED.
A luz tão antiga usada no passado, atualmente é muito estudada e, com a moderna tecnologia, trata-se da melhor terapia para diversas doenças de pele, na maioria das vezes, sem necessidade de outras medicações.

Clínica Pele
Dr. Carlos Roberto Antonio - CRM 83817- RQE 39231
Professor Responsável pela Cirurgia Dermatológica da FAMERP. Membro da Academia Americana de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Dermatologia e Cirurgia Dermatológica.
 
Dr. João Roberto Antonio - CRM 11.784 - RQE: 239
Professor Emérito de Dermatologia da Famerp. Chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Base.
Membro da Academia Americana de Dermatologia e Europeia de Dermatologia. Membro Titular da Clínica Pelle - São José do Rio Preto/SP



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