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Cirurgia Plástica em Adolescentes:


SEM LEGENDA

Artigo
Dr. Jorge Seba
Foto: Milton Flávio

Cirurgia Plástica em Adolescentes:
Aprovar ou desestimular?

É fato que os adolescentes estão cada vez mais vaidosos, e uma prova disso são os recentes números divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: houve um crescimento de 141% nos últimos quatro anos, ou seja, mais que dobrou o número de correções em jovens (homens e mulheres), entre 14 e 18 anos. Interessante é saber que a procura dos adolescentes é a mesma dos adultos, sendo a lipoaspiração e os implantes de próteses mamárias de silicone os líderes das estatísticas.
Tecnicamente, não existe uma idade mínima para realizar uma cirurgia plástica, desde que se use o bom senso para indicar o procedimento desejado e, acima de tudo, respeite o desenvolvimento do corpo de maneira natural, já que, nessa idade, os jovens ainda estão em fase de transformação. De maneira alguma podemos interferir e, consequentemente, atrapalhar essas modificações.
Além dos aumentos com próteses mamárias, outra cirurgia muito comum são as mamoplastias redutoras (redução do volume das mamas com levantamento destas).
Em relação aos riscos cirúrgicos, os adolescentes e jovens são considerados os pacientes de menor risco, pois, em geral, estão no auge da saúde e não apresentam doenças que podem complicar os procedimentos cirúrgicos.
Nessa faixa etária, os pacientes devem ser tratados de forma diferenciada, ou seja, com muito carinho e muita atenção, e serem compreendidos caso queiram mudanças, pois as imperfeições podem causar alterações em seu comportamento social (ficando reprimidos) e resultando em baixa na autoestima. Em pesquisa, perguntado aos pais, a maioria se mostrou contrário à realização de qualquer procedimento cirúrgico em seus filhos, mas esse pensamento deve ser repensado. Digo isso porque, muitas vezes, os pais por medo ou insegurança, proíbem os filhos de realizar determinada correção, mas não têm a completa noção do quanto essa imperfeição atrapalha seu filho, ou sua filha, no dia a dia. Portanto, a situação deve ser bem analisada para que o adolescente não tenha problemas futuros relacionados a isso.
Porém, o lado inverso também deverá ser bem pensado, principalmente quando os jovens desejam algo fora da realidade,  por modismo, querendo ficar parecido com seu ídolo, ou algum ator ou atriz, e não por verdadeira necessidade.
Um cirurgião plástico especialista e de sua confiança, tendo bom senso, saberá, exatamente, como lidar com essas situações e orientar não só o paciente, mas também seus familiares, alertando os riscos e benefícios da cirurgia a ser realizada e suas indicações.

Dr. Jorge Seba – CRM 116.556 - Cirurgião plástico
Médico cirurgião plástico especialista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica




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